quarta-feira, 26 de março de 2008

the good, the bad and the cheese (o nome da galinha era pretinha).

queria fazer uma lista de tudo que passamos, bom e ruim, para que um dia eu pudesse ler com calma e entender o que realmente aconteceu. e quem sabe, com o tempo, eu começasse a ver que ainda te amava e que valeria a pena insistir nesse sentimento que quase me fez tão completa e feliz. o problema é que as lembranças ruins sempre ficam melhores de quepe e leme na mão. mas não hoje, dane-se o capitão, o barco é meu e agora eu só quero lembrar das coisas boas, as que me fazem sofrer de verdade. aquelas que eu venho tentando esconder lá no porão e, às vezes, até apagar com o lado azul da borracha. memórias daqueles dias em que eu me sentia magra vestindo uma calça 44, dias em que tomar um suco de laranja com você na padaria resumiam tudo o que eu sentia. dias que viravam noite e no instante seguinte, amanheciam. sabe quanto tempo alguém não me faz rir de verdade? desde aquela noite que era dia, no seu carro, comendo um pão de queijo caído na calçada mais limpa que eu jurei ter visto na vida, eu nunca mais fui feliz realmente depois daquele dia. é ali que acaba pra mim. depois disso eu não lembro mais de nada. nada de bom, pelo menos. como é possível te conhecer à quase quatro anos e só de lembrar de ter sido feliz durante quatro dias? e o que machuca mais é que foram os quatro dias mais felizes da minha vida. eu daria todos esses outros quase quatro anos para ter de volta esses dias , mesmo que só por quatro minutos, mesmo que eles passassem tão rápido quanto quatro segundos. a melhor lembrança que eu tenho da gente é um pão de queijo amanhecido. e ele nem era nosso.

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